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sábado, 5 de setembro de 2015

A Velhice dos Gatos

Clecienne Giacomin

“O único mistério do Gato é por que ele
resolveu se tornar um animal doméstico.”
George F. Will
Jornalista e Escritor

COMO LIDAR COM GATOS IDOSOS

Esta semana percebi que duas das Damigatas já entraram na assim chamada terceira idade, a Misty Maehda, resgatada por mim em Março de 2003 com estimados 06 meses, completa 13 anos no final deste ano, e a Morgannah Pedragon, resgatada pela amiga Lila nos jardins da Santa Casa de São Paulo em dezembro de 2003, completa seus 12 anos. Para vocês compreenderem, elas em idade humana teriam 70 anos e 64 anos respectivamente; são duas senhoras que precisam de maior atenção e cuidados, mesmo nunca tendo apresentado problemas de saúde. Hoje é mais comum os Gatos domésticos, sem acesso a rua, viverem de 10 a 15 anos; para Gatos selvagens vivendo nas ruas ou gatos domésticos com acesso a rua a expectativa de vida cai para 5 anos ou menos. Ainda que não aparentem a idade que atingiram, é necessário uma maior atenção com a saúde dos Gatos idosos. Mas, antes de entrarmos nas minhas atuais preocupações, vamos entender o motivo do aumento da expectativa de vida dos Gatos criados Indoor.


O quanto tempo um Gato irá viver depende de muitos fatores, o desenvolvimento da medicina veterinária e a adoção de novos procedimentos e tratamentos tem um grande peso, mas não é o único. Influi a genética, a alimentação, a atividade física, cuidados gerais com a saúde e, especialmente, do Tutor (dono ou proprietário , conforme o entendimento de cada um; como não me considero nem dona do meu nariz, acho Tutor um termo mais adequado aos tempos atuais). Há poucos anos a média de vida do Catus Felis (o nosso Gato Doméstico) era de 10 anos, poucos ultrapassavam este limite. Se todos os Tutores de Gatos entendessem as necessidades comportamentais, fossem mais comprometidos com esses cuidados, milhões de Gatos poderiam viver mais alguns anos (ou décadas)  com qualidade de vida e saúde.

O primeiro ponto que no nosso entendimento auxiliou no aumento da expectativa de vida dos Gatos foi a adoção da castração, em especial a castração precoce nos primeiros meses de vida do animal. A castração diminui as chances de desenvolvimento de câncer nos órgãos reprodutores (machos e fêmeas), e nas mamas (fêmeas); diminui o comportamento sexual, incluindo as brigas entre os machos, e a grande quantidade de cópulas e gestações no caso das fêmeas. O comportamento sexual nos não castrados pode levar a contrair vírus e bactérias e o desenvolvimento de muitas doenças (leiam sobre na coluna da semana passada aqui) .  Os SRDs (nossos simpáticos e belos Vira-latas) possuem maior possibilidade de uma vida longa que os Gatos de raça, aqui pesa a genética e a própria seleção natural de Darwin. Os Gatos de raça estão mais suscetíveis a doenças genéticas, como má formação óssea, predisposição a problemas respiratórios, cardíacos ou renais.

Pesa ainda na possibilidade de uma Vida longa e feliz o ambiente favorável, com um dia-a-dia sem estresse. Como sabemos por experiência própria, situações de estresse afetam diretamente o sistema imunológico, um aumento no nível de estresse causa a queda da resistência física tornando o organismo vulnerável a doenças. Um ambiente sem estresse e saudável passa pela convivência com o Tutor, com os familiares e com outros animais. Fique atento as mudanças bruscas e como estas afetam o comportamento do seu Gato. Ainda que muitos não acreditem, até os animais podem apresentar um quadro depressivo e de apatia.



A conscientização dos Tutores sobre os riscos de darem acesso a rua aos seus Gatos também contribuiu para o aumento da expectativa de vida dos bichanos. A criação indoor evita doenças infectocontagiosas, atropelamentos, ferimentos provocados em brigas com outros animais, inclusive alguns seres humanos. Não custa frisar, um Gato com acesso a rua deve viver aproximadamente 5 anos, contra os 10/15 anos de um Gato Indoor.

As visitas de rotina ao Médico Veterinário são muito importantes, não apenas para a vacinação e vermifugação. Os check ups anuais são importantes para que o Médico Veterinário acompanhe o animal possibilitando o diagnóstico precoce de problemas de saúde.

Os Felinos Idosos

Com a chegada da Velhice os Gatos vão passando por mudanças profundas, a Idade pesa tal e qual com os Humanos. O envelhecer é acompanhado por transformações graduais no nível de atividade e de agilidade, na pele, na pelagem e no peso do animal. Tudo muda com a Idade. O envelhecer não deve ser visto como um adoecimento, mas como um processo biológico natural ao qual todos nós estamos sujeitos. Isto significa uma propensão ao aparecimento de algumas enfermidades.

Com a Velhice os Gatos podem desenvolver doenças crônicas como insuficiência renal ou hepática, hipertireoidismo, diabetes, obesidade, lipidose hepática, hipertensão arterial, dificuldade respiratória, problemas cardíacos e endócrinos. Significa que precisamos de exames clínicos e complementares para identificar possíveis alterações.

Vamos notar que o Gato idoso irá procurar por ambientes onde possam ter um sono mais profundo, mais quente ( e você achando que ele já dorme muito), seus pelos vão ficar secos e sem brilho, pois Gatos idosos se limpam menos. Lógico que o envelhecimento irá causar problemas, alguns irreversíveis outros progressivos. A identificação precoce proporcionará um aumento nos níveis médios de vida do seu Gato. A alimentação deve ser centro de atenção, com a idade a cavidade oral pode apresentar problemas, a gengivite, a estomatite, a ausência de múltiplos dentes, a dor na hora da alimentação, emagrecimento, apatia, absorção de toxinas bacterianas resultando em problemas cardiovasculares ou renais, hepáticos, entre tantos outros. Quero dizer, qualquer alteração de hálito, salivação excessiva, emagrecimento, procure realizar uma avaliação da cavidade oral, evitando doenças secundarias, como algumas cardiopatias.



Além dos problemas com a boca e dentição, a insuficiência renal ou cardíaca, o gato idoso pode apresentar  problemas como comprometimento dos reflexos, maior predisposição de lesões nas córneas, perda de visão, menor eficiência do olfato e perda da audição. Teremos uma perda da massa muscular e uma maior predisposição a doenças infecciosas ou neoplásicas. Irá ter uma diminuição do apetite e da ingestão de líquidos, o que os torna mais suscetíveis a desnutrição e a desidratação. Podem apresentar problemas como retenção fecal, problemas urinários, diminuição da capacidade digestiva dos alimentos. Significa maiores cuidados e a adoção de exames complementares para a identificação de possíveis alterações



OU SEJA

(grifado e em caixa alta para vocês compreenderem)

Quando um Gato atinge a senilidade você não deve pensar duas vezes antes de procurar o Médico Veterinário ao menor sinal de problema.



Observe bem o seu Gato, pois ninguém o conhece melhor que você, avaliando as alterações, as mudanças de comportamento, se anda se escondendo, se sente desconforto quando come ou é posto no colo, se está fazendo suas necessidades fora da caixa sanitária. Ao menor sinal de mudanças, procure o seu Médico Veterinário para uma avaliação..

Além de todos estes cuidados, aumente a oferta de água, coloque potes de água pela casa para que o Gato não precise se deslocar muito. As fontes de água são boas opções para hidratação dos Felinos. Discuta com o seu Médico Veterinário a necessidade de adotar uma dieta mais variada, inclusive com a adoção de ração úmida ou de patês.

Como dito acima, TUDO MUDA COM A IDADE.

OS MAIS MAIS NO GUINESS



Hoje o Gato mais velho do mundo, com 26 anos atestado pelo Guiness, é o CORDUROY e vive na cidade de Sisters, no Oregon/EUA. Ele possui um perfil no Instagram onde compartilha as suas fotos e experiências de seu dia a dia. O Gato que mais tempo viveu, segundo os registros do Guiness, foi Creme Puff, uma gatinha frajola (ou petibanca como dizemos) que morava em Austin no Texas/EUA e morreu aos 38 anos em 2005. Na minha família tivemos a Malu, também Petibanca, que viveu por mais de 25 anos, vendo os meus irmãos crescerem a formarem família. Espero que Maehda e Morgannah venham a desbancar a Creme Puff de gato mais longevo, ainda que não certificadas pelo Guiness.



Curiosidade

Idade Felina

Idade Humana
6 meses
10 anos
8 meses
13 anos
10 meses
14 anos
1 ano
15 anos
18 meses
20 anos
2 anos
24 anos
4 anos
32 anos
6 anos
40 anos
8 anos
48 anos
10 anos
56 anos
12 anos
64 anos
14 anos
72 anos
16 anos
80 anos
18 anos
88 anos
20 anos
96 anos
21 anos
100 anos



sábado, 15 de agosto de 2015

A Gravidez e os Gatos

A GRAVIDEZ, GATOS E A TOXOPLASMOSE
Mitos e Verdades
Nunca nos desfazemos de nossos Amigos,
Assim Miou Bastet há milênios
e o Homem ainda não aprendeu a lição.

Clecienne Giacomin


Todo mundo que circula pela Internet entre ONGs de Proteção Animal e Protetores Independentes já recebeu dezenas, centenas de compartilhamento de Gatos que foram abandonados ou colocados para adoção porquê as suas Tutoras engravidaram. Todo Médico Veterinário contará ao menos uma história de abandono de Gato por conta da Gravidez de sua Tutora. Muitas famílias alegam que foi orientação dos Médicos Obstetras que temem a infecção da mulher com o protozoário Toxoplasma Gondii e a consequente Toxoplasmose  trazendo graves sequelas para o feto. Outros simplesmente abandonam por que alguma Tia, Avó ou Comadre aventou a possibilidade de “pegar” a famigerada Toxoplasmose do Gato da família. Até compreendemos o receio visto as consequências de uma infecção durante a gestação: aborto espontâneo, morte intrauterina, cegueira, más formações e hidrocefalia. Há uns anos uma novela teve alguns capítulos com uma Grávida querendo se desfazer do Gato da família por medo de pegar Toxoplasmose, houve uma onda de abandonos por todo o país e várias ONGs e Sites sobre Saúde iniciaram uma campanha de esclarecimento, portanto há boas matérias sobre o assunto. Mas, vamos ver que este pânico não corresponde a Verdade e que os riscos são praticamente nulos na convivência de Gravidas com Gatos. 


Uma medida importante e que faz parte de qualquer rotina de pré-natal, tendo a Gravida contato ou não com Gatos, é a testagem de seu sangue para a presença ou não do Toxoplasma Gondii. Alguns veterinários e obstetras solicitam também a testagem do sangue do Gato da Família para Toxoplasmose. Mas, a infecção do Gato pelo Toxoplasma Gondii se dá quando ele come ratos, pássaros e outros animais contaminados, portanto poucas as chances de um Gato que come somente ração e não possui acesso a rua estar infectado. Um gato contaminado irá eliminar os oocistos (“ovinhos” de toxoplasma), após 10 dias da contaminação, apenas uma vez e durante um período de 15 dias. Para que alguém se contamine vai precisar de pegar as fezes e depois levar a mão a boca, ou seja, limpar a caixa de areia e não lavar as mãos depois. Outra coisa, o oocisto só sobrevive pelo período de 48 horas nas fezes, sendo que ele só se torna infectante depois de 24 horas fora do organismo do Gato, não sendo ingerido dentro deste período seu ciclo de vida não se completa. Como disse a Médica Veterinária Gabriela Toledo (e também presidente da PEA )[i] :

“Estudos mostram que é impossível você contrair toxoplasmose beijando ou acariciando seu gatinho. Portanto, fique tranquila!  Seu gatinho não lhe representa nenhum perigo! Ahhhh, já estava esquecendo, não se contrai toxoplasmose através da lambida, mordida ou arranhões de gato.”



O gato tornou-se o grande vilão da TOXOPLASMOSE por ser o que se denomina HOSPEDEIRO DEFINITIVO, aquele que abriga o parasita até a fase adulta, quando este é capaz de se reproduzir e eliminar os oocistos. Qualquer outro animal será hospedeiro intermediário do parasita (mamíferos, aves e repteis) , neste caso infectado por ter tido contato com o oocisto esporulados em algum momento, mas o parasita não consegue se reproduzir e permanece vivo dentro do hospedeiro, especialmente na musculatura. Estes hospedeiros intermediários também são fontes de infecção para o ser humano. O contagio com o Toxoplasma Gondii ocorre mais comumente por meio de:

  • Ingestão de carnes cruas ou mal cozidas como as bovina,  de carneiro e de porco,
  • Por meio de Frutas, Verduras e Legumes que tiveram contato com a terra contaminada e não foram higienizados,
  • Facas ou outros utensílios contaminados com o Toxoplasma e que não foram higienizados podem contaminar os alimentos,
  • Beber água contaminada;


Normalmente uma pessoa saudável nem irá perceber que foi infectada pelo Toxoplasma, seu organismo irá reagir e num exame de sangue poderá ser constatado que é soropositiva, ou seja, seu corpo carrega anticorpos contra a doença. No caso de pessoas já com a saúde comprometida ( imunodeficientes ou imuno suprimidos) os sintomas da infecção podem aparecer.  No caso de uma Mulher soronegativa (ou seja, nunca teve contato com o parasita) que engravida deve tomar cuidados para não se infectar, em especial nos três primeiros meses da gestação, sem tratamento adequado a Mãe pode transmitir o Toxoplasma para o feto com todas as consequências negativas. Uma Mulher Soropositiva que engravida não precisa se preocupar.

Podemos concluir que para uma infecção por meio do Gato, este deve estar verdadeiramente doente, eliminando os oocistos, a caixa de areia deve ficar suja e sem limpas por mais de 24 horas, a pessoa deve mexer nas fezes e depois levar as mãos sujas a boca e assim ingerindo os oocistos esporulados do Toxoplasma Godii. Situação que cuidados básicos de higiene afastam completamente.


Para evitar a contaminação:

Cuidados Básicos:

  •  Sempre lave as mãos antes de comer e de beber,
  •  Após manipular carnes e alimentos sempre lave as mãos, 
  •  Ferva o leite antes de consumir,
  • Não tome água não tratada ou de origem desconhecida,
  •  Não coma carnes cruas ou mal cozidas e nem frutas, verduras e legumes não higienizados,
  • Embutidos só devem ser consumidos se tiverem a sua produção fiscalizada, e nada de consumir produtos de procedência duvidosa,
  • Ao limpar a caixa de areia e mexer em vasos e jardim, use luvas,
  • E sempre pode-se pedir que outra pessoa assuma a limpeza da caixa de areia.

Cuidados com o Gato:

  •  Só o alimente com ração, nada de dar carnes cruas ou mal passadas,
  • A caixa de areia deve ser limpa duas vezes ao dia,
  •  Caso o Gato esteja doente, desinfete a caixa sanitária e a pazinha com água fervente por 5 minutos todos os dias,
  • Mantenha o Gato dentro de casa evitando que ele cace ratinhos, baratas, lagartixas ou que coma alimentos suspeitos,
  •  Vacinação e vermifugação  mantidas em dia,
  •  E sempre leve seu Gato para um check up com o Medico Veterinário de sua confiança,
Outros cuidados:

  •  Estoque alimentos e ração de modo adequado evitando contato com insetos (estes podem “carregar” nas patas, por exemplo, os oocistos esporulados e contaminar alimentos e ração) .

Ficou claro que não é necessário de desfazer de seu Amigo Felino por conta da Gravidez e o medo da Toxoplasmose. Conviver com os animais é muito bom em todas as fases de nossas vidas. Tomando as medidas acima não há razão de ficar sem o seu Bichano do Coração.

Pincei o depoimento abaixo do site da ARCA BRASIL :
Depoimento da jornalista Sílvia Lakatos Varuzza, 40, mãe de Arthur, 2:
“Sempre convivi com gatos. E, quando falo que convivi, não me refiro a uma coisinha básica, do tipo “um ou dois gatinhos por vez”… Falo de abrigar dezenas de felinos, de pegar gato doente, atropelado, com verme, sarna, virose, giárdia…
Aos 38 anos, sem planejar, descobri-me grávida. Comecei a fazer o pré-natal e logo deparei com o preconceito e desconhecimento da classe médica.
Em primeiro lugar, todos os meus exames estavam perfeitos. E a sorologia para toxoplasmose foi negativa.  Ou seja: a despeito de sempre ter tido uma relação estreitíssima com os seres miantes, eu nunca havia sequer mantido contato com o toxoplasma. Ainda assim, o obstetra ficou me atazanando com observações do tipo “evite contato com gatos”. E, pior ainda, me pediu a mesma sorologia várias vezes durante aqueles nove meses. Como se, depois de passar quase quatro décadas sem me infectar, eu fosse pegar a doença JUSTAMENTE durante a gravidez…
Mas o fato é que eu estava preparada para enfrentar a pressão, e detinha informações de sobra para não me apavorar com o terrorismo exercido pelo médico. O que me entristece é saber que muitas mulheres enfrentam situações semelhantes, e sem possuírem a mesma bagagem de que eu dispunha, acabam se desfazendo de seus animais. 
Eu discuti muito com os médicos que me atenderam ao longo da gestação. Para todos, enfatizei quão ínfimas seriam as chances de alguém se contaminar pelo simples contato com gatos – e argumentei que os riscos de adquirir uma patologia desse naipe ingerindo vegetais mal lavados e carne crua ou malpassada são muito, muito maiores! Receio, porém, ter encontrado apenas ouvidos moucos…
Meu filho nasceu em 19 de setembro de 2010. O Arthur é perfeito e saudável, tem um astral ótimo e já curte observar atentamente os gatos que moram conosco. Eu, ele, meu marido e os moradores de patas e pelos de nosso modesto apê formamos aquilo que se chama ‘uma família feliz’.
Miau!”[ii]



Com a Chegada do Bebê, aproveite muito esta relação tão especial de crianças com gatos.
As fotos abaixo são filhos de amigas que não se desfizeram de seus gatos durante a gravidez, que cresceram ou estão crescendo com seus lindos Gatinhos. Lógico que sempre sob supervisão enquanto os bebês são pequenos. E lógico, crianças que crescem com Gatos possuem menor chance de desenvolverem alergias.





                                                     



Fonte:

Toledo, Gabriela - Toxoplasmose, a Culpa não é do Gato,  http://www.pea.org.br/cuidados/toxoplasmose.htm



Jhenniffer Uliana – Gatos e Grávidas: Mitos e Verdades, http://tudosobregravidez.blogspot.com.br/2015/07/gatos-e-gravidas-mitos-e-verdades.html


NOTÍCIAS DA ARCA - Grávidas e gatos: uma relação delicada, http://www.arcabrasil.org.br/blog/2011/04/gravidas-e-gatos-uma-relacao-delicada/


R7,  redação Pais & Filhos – Os Gatos São bem-vindos,
http://www.paisefilhos.com.br/familia/os-gatos-sao-bem-vindos/

Fotografias

Imagens 1, 5, 8 e 9 – Arquivo pessoal de Gabriela Toledo, Médica Veterinária e Presidente da PEA
Imagens 2, 3, 4,10 – retiradas da Internet sem indicação de autoria
Imagem 5 a – Vanne, grávida de Três meses, vai ficar com seus Sete Gatos – arquivo pessoal
Imagens 6 e 7 – Clecienne Giacomin
Imagem 11 – Faustina, filha dos amigos Mariana e Mauricio, arquivo pessoal
Imagem 12 e 13 – Tiago, o Gatinho da amiga Fabiana M. Monteiro, cuidando de seus dois filhos,  Juninho e Isabel

sexta-feira, 10 de julho de 2015

Os Gatos e Seus Bigodes


Clecienne Giacomin 

Todo Gateiro aprende bem rápido que com os Bigodes de um Gato não se mexe.
Eles são bem mais que um mero adereço decorativo, são mecanismos de orientação, servem para indicar o Humor do Felino, para que estes meçam uma abertura (onde passam os bigodes, também passa o corpo do Gato), ajudam o Gato a “sentir” o ambiente ao seu redor identificando os perigos pelo caminho, as distâncias, e são importantes para o seu bem

estar e autoestima. Os Bigodes são pelos táteis ou sensoriais de orientação também chamados de VIBRISSAS, estes pelos estão localizados na parte mole entre os lábios e o nariz (mais ou menos uma dúzia), acima das sobrancelhas, no queixo e na parte de trás das patas dianteiras. São duas ou três vezes mais grossos que o pelo dos gatos, possuem raízes profundas e estão situados em áreas ricas em terminações nervosas e vasos sanguíneos, os superiores possuem movimento independente dos inferiores para medições mais precisas. Quem já parou para observar um gato “cheirando o ar”, deve ter reparado como os bigodes tremulam, ou ainda como os gatos colocam e tiram a cabeça antes de se aventurar por uma passagem ou uma toca. São as VIBRISSAS em ação, elas são sensíveis ao ar, ao seu fluxo pelo ambiente, dando ao Gato a capacidade de previsibilidade quase infalível. Elas permitem que o Gato sinta a chegada da chuva, de um temporal ou tempestade, e até mesmo as vibrações da Terra; também lhes possibilita identificar os hormônios de suas possíveis presas. São os Bigodes que permitem ao Gato se locomover no escuro total, pois as diferenças nas correntes de ar são percebidas possibilitando ao Gato se desviar saltando ou pulando os obstáculos 
A posição dos Bigodes do Gato também nos sinaliza sobre o seu humor, se estão tranquilos e relaxados os bigodes estarão descontraídos e para frente, se estão defensivos, acuados ou agressivos os bigodes estarão colados a cabeça e para trás. Um Gato que perdeu os Bigodes se sente frustrado, pois não irá conseguir saltar sem se machucar, o que provoca uma diminuição de sua autoestima. Sem os bigodes o Gato pode ficar confuso, desorientado, inseguro, podendo apresentar dificuldade para realizar atividades de rotina como andar e correr em linha reta, saltar ou subir em móveis. Assim como os pelos e as unhas, os Bigodes de um Gato também caem e são substituídos por novos fios, mas caso encontre muitos fios de bigodes pela casa, leve seu Gato ao médico veterinário, pode ser indício de deficiência de vitaminas ou de uma dermatopatia, como o fungo.
Já deu para concluir que NUNCA devemos CORTAR ou TOSAR os bigodes de um Gato, pois estes são fundamentais para o seu bem estar, sua autoestima, sua orientação, sua movimentação e seu equilíbrio. Caso leve seu Gato para tomar banho ou ser tosado em Pet Shop, tenha a certeza de deixa-lo em mãos competentes e de que o encarregado saiba a diferença entre um Gato e um Cachorro Pequeno, nos cães os bigodes são tosados sem maiores problemas. Caso seu Gato tenha tido perda parcial ou total de seus bigodes assegure que ele fique dentro de casa, não mude os móveis de lugar e nem coloque novos móveis no ambiente, tenha certeza de que ele consegue chegar até a caixa de areia, pois ele pode perder a orientação espacial dentro de casa.